Irão pede aos vizinhos que expulsem forças americanas do Médio Oriente

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Irão pede aos vizinhos que expulsem forças americanas do Médio Oriente

O presidente norte-americano apelou a mais países para enviarem navios de guerra como escolta de cargueiros e de petroleiros no Estreito de Ormuz. Teerão apelou aos vizinhos para expulsarem americanos. A Embaixada dos EUA em Bagdade, Iraque, foi atacada depois de Donald Trump anunciar a destruição da infraestrutura petrolífera na Ilha de Kharg, o principal terminal de exportação de carregamentos de petróleo iraniano. O Irão ameaça destruir a infraestrutura de petróleo e energia de empresas que cooperam com os EUA. Acompanhamos aqui, ao minuto, o evoluir do conflito.

Inês Moreira Santos - RTP /

Reuters

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Regulador dos media dos EUA deixa avisos por por cobertura "distorcida" do conflito

Brendan Carr, presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC), que supervisiona os meios de comunicação social de rádio, televisão e internet nos EUA, afirmou que os veículos de comunicação que "espalharem boatos e informações distorcidas" correm o risco de perder as suas licenças de transmissão nos Estados Unidos. 

“A lei é clara. As emissoras devem agir no interesse público e perderão as suas licenças se não o fizerem”, disse Carr numa publicação no X.

O regulador não mencionou nenhum veículo de comunicação específico, mas fez referência a uma publicação de Donald Trump na sua plataforma Truth Social, na qual o presidente denunciou “uma manchete intencionalmente enganadora dos media de notícias falsas” sobre cinco aviões de reabastecimento atingidos por ataques aéreos iranianos na Arábia Saudita.
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Drone ataca base militar do aeroporto de Bagdade, Iraque

Depois da embaixada dos Estados Unidos na capital iraquina ter sido atingida por um míssil, na madrugada de sábado, um novo ataque, desta vez com drones, visou uma base militar no Aeroporto Internacional de Bagdad, que até há pouco tempo albergava tropas da coligação internacional liderada pelos EUA contra jihadistas.

A informação foi dada por dois responsáveis das forças de segurança locais à Agência France Press.

"Um drone caiu fora do muro perimetral, sobre armazéns e estruturas temporárias, provocando um incêndio", disse uma das fontes.

Desde o início da guerra travada por Washington e Israel contra o Irão, os grupos iraquianos pró-Irão têm levado a cabo ataques contra as tropas norte-americanas no Iraque e no Médio Oriente.


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RTP /

Hezbollah diz estar em confronto direto com forças de Israel no Líbano

A guerrilha xiita libanesa, apoiada pelo Irão, comunicou que está envolvida em confrontos "diretos" com as forças israelitas sábado à noite numa cidade do sul do Líbano, Khiam.

O Hezbollah acrescentou que tinha atacado as forças israelitas em três aldeias fronteiriças.

Os combates começaram às 21h20 (19h20 GMT) e envolveram "armas ligeiras e de pequeno porte, bem como projécteis propulsados ​​por foguete", segundo um comunicado.


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Paris deverá ser centro de negociações entre Líbano e Israel

A acontecerem serão negociações históricas, já que é a primeira vez que Israel falará riretamente com os libaneses.

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Dúvidas mantêm-se sobre estado de saúde do novo líder iraniano

O novo líder supremo do Irão ainda não apareceu em público. Uma ausência que tem levantado questões sobre a gravidade dos ferimentos que sofreu e mesmo se está vivo. Mojtaba Khamenei, de 56 anos, não deve fazer alterações ao regime, já que é ortodoxo, tal como o pai, o ayatollah Ali Khamenei, morto no primeiro dia de guerra.

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RTP /

OMS denuncia morte de 14 profissionais de saúde em 24 horas no Líbano

A Organização Mundial da Saúde (OMS) denunciou hoje o assassínio de 14 profissionais de saúde no sul do Líbano só nas últimas 24 horas.

Após corroborar informações junto de várias fontes, a organização afirmou que 12 médicos, paramédicos e enfermeiros perderam a vida num ataque realizado na sexta-feira à noite contra um centro de cuidados de saúde primários em Bourj Qalaouiyeh.

Poucas horas antes, dois paramédicos foram mortos em ataques contra um centro de saúde em Al Sowana.

"Estes incidentes destacam o ataque contínuo ao sistema de saúde do Líbano, que é crucial para as populações que serve", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Desde 2 de março, quando recomeçou o conflito armado entre a milícia xiita Hezbollah e Israel, ligado à guerra no Irão, a OMS verificou 27 ataques contra os serviços de saúde no Líbano.

Nestes ataques armados, um total de 30 pessoas morreram e 35 ficaram feridas.

"A OMS condena esta trágica perda de vidas e sublinha que os profissionais de saúde devem ser sempre protegidos. De acordo com o direito internacional humanitário, o pessoal e as instalações médicas nunca devem ser alvos de ataques nem militarizar-se", destacou Tedros Ghebreyesus em comunicado.

Lusa
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Irão pede aos vizinhos que expulsem forças americanas do Médio Oriente

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, pediu este sábado aos países vizinhos que expulsem as forças norte-americanas do Médio Oriente, no 15.º dia da guerra contra Israel e os Estados Unidos que assola a região.

"O chamado guarda-chuva de segurança americano provou estar repleto de falhas e, longe de dissuadir, está a atrair instabilidade", escreveu Araghchi no X. "O Irão pede aos seus vizinhos irmãos que expulsem os agressores estrangeiros", acrescentou em inglês.
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Momento-Chave
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MNE iraniano. "Não há problema" com o novo Líder Supremo

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, afirmou sábado à televisão norte-americana que "não há problema" com o novo Líder Supremo, Mujahidin Khamenei, que ainda não apareceu em público vários dias após a sua nomeação.

"Há muitas acusações deste tipo. Imagino que vão ver que não há qualquer problema com o novo Líder Supremo", disse o ministro ao canal MSNow em resposta a uma pergunta sobre o seu estado de saúde depois de ter sido ferido num atentado bombista.
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RTP /

Manifestantes protestam em Itália contra a guerra e o Governo Meloni

Diversas manifestações ocorreram hoje em cidades italianas como Roma, Milão e Turim contra a guerra no Médio Oriente, o Governo de Giorgia Meloni e o referendo sobre a reforma judicial.

A principal manifestação, organizada por sindicatos e grupos estudantis, percorreu o centro da capital italiana sob o lema "Não ao Governo Meloni, não à guerra, não ao referendo".

Durante a marcha, na qual bandeiras palestinianas, cubanas e venezuelanas eram visíveis, os manifestantes entoaram `slogans` contra Meloni, o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

Os manifestantes também queimaram fotografias do Presidente dos EUA, Donald Trump, e da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, durante os protestos.

Este protesto criticou a posição de Meloni sobre a guerra no Médio Oriente e os laços estreitos com Donald Trump, embora Roma não esteja diretamente envolvida no conflito.

Sem números oficiais, os organizadores estimaram o número de participantes em Roma em 20 mil pessoas. Entre os `slogans` mais repetidos estavam mensagens como "Tirem as mãos do Irão" e "Defendam a Cuba socialista", em protesto contra o que chamam de agressão imperialista.

A organização sindical Unione Sindical de Base (USB) denunciou, em comunicado, a "economia de guerra" e o militarismo de um Governo que, na sua visão, "é incapaz de garantir um desenvolvimento equilibrado ou emprego estável".

Por sua vez, o Governo italiano reiterou esta semana que não participa e não participará num conflito contra o Irão, enfatizando que a sua prioridade é a desescalada e a proteção dos cidadãos na região.

O dia de protesto, que ocorreu em cidades como Bolonha, Turim e Milão, coincide com o início da última semana de campanha para o referendo de 22 e 23 de março sobre a reforma judicial, à qual a oposição se opõe, argumentando que enfraquece a independência do judiciário.

A iniciativa propõe a separação das carreiras de juízes e promotores para evitar a alternância de funções e a criação de dois Conselhos Superiores da Magistratura distintos, cujos membros seriam escolhidos por sorteio, entre outras medidas.

Embora os sindicatos e a oposição tenham enquadrado a votação como um referendo sobre o seu desempenho, Meloni pediu que a consulta não seja interpretada como um plebiscito pessoal e afirmou que não renunciará mesmo que a reforma seja rejeitada.
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Lusa /

BE quer fixação dos preços dos bens essenciais

O coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, defendeu hoje a fixação dos preços dos bens essenciais, além de uma taxa extraordinária dos "lucros obscenos" das empresas, na sequência do conflito no Médio Oriente.

José Manuel Pureza, líder do BE Foto: Manuel de Almeida - Lusa

O coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, defendeu hoje a fixação dos preços dos bens essenciais, além de uma taxa extraordinária dos "lucros obscenos" das empresas, na sequência do conflito no Médio Oriente.

"Era necessário que o Governo controlasse assumidamente os preços dos combustíveis e que tabelasse os preços dos bens essenciais, porque quem está a pagar esta guerra é quem está a ter na inflação sobre bens essenciais e sobre combustíveis uma espécie de imposto de guerra. As pessoas que já tinham uma vida aflita, mais aflita vai ficar", afirmou.

O antigo deputado considerou que "basta haver vontade política de o fazer e haver a capacidade, no parlamento, de criar as maiorias para este efeito", indicando que o BE estará disponível para aprovar medidas nesse sentido.

O líder do BE associou-se a uma manifestação pelo "fim das ameaças e agressões dos EUA", organizada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação, que decorreu esta tarde em Lisboa.

Em declarações à Lusa e à SIC antes da saída dos manifestantes, José Manuel Pureza defendeu também que seja adotada "uma forma de taxação adicional" aos lucros "obscenos, excessivos" das empresas e que "decorrem da especulação resultante desta guerra", considerando que "é uma medida de justiça para o resto da sociedade portuguesa".

"Veremos quanto tempo é que demora esta situação, veremos quanto tempo é que demora este efeito absolutamente devastador sobre a sociedade portuguesa. Um Governo responsável já devia estar a tomar estas medidas", salientou.

O coordenador do BE criticou também o Governo pela posição que tomou quanto ao ataque militar de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão e desafiou o executivo de Luís Montenegro a "sair determinadamente de todo aquele conjunto de países que patrocina esta guerra, que a apoia".

"Está em causa algo fundamental que é uma guerra contra o direito internacional, uma guerra contra as Nações Unidas, uma guerra que está a ter efeitos devastadores sobre o mundo inteiro e que está a ter efeitos devastadores sobre o nosso país, desde logo nos preços dos combustíveis e, por arrasto, nos preços dos bens essenciais. Ou seja, esta guerra está a ser paga por quem já tem vidas de aflição em tempo de não guerra, em vez de ela ser paga por aquelas empresas e aqueles setores que estão a ter lucros obscenos com a guerra", defendeu.

Pureza acusou ainda o primeiro-ministro de ter "sempre os braços cruzados, exceto quando os usa para aplaudir Donald Trump e os aliados da guerra".

Várias centenas de pessoas manifestam-se hoje em Lisboa exigindo o fim das ameaças e agressões dos Estados Unidos da América (EUA) e de Israel contra o Irão, numa iniciativa organizada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação.

Com início na Cidade Universitária, o protesto seguiu minutos depois das 15:00 em direção à Embaixada dos Estados Unidos da América, terminando em Sete Rios.

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RTP /

PCP defende regulação e fixação dos preços de combustíveis perante "especulação"

O secretário-geral do PCP defendeu hoje a regulação e fixação dos preços dos combustíveis e dos bens essenciais para proteger os consumidores da "operação de especulação" que considerou estar a ser levada a cabo pelas empresas.

"Há uma medida concreta, que é regular e fixar os preços. Nós estamos perante uma operação de especulação com efeito na vida de cada um de nós", afirmou.

Paulo Raimundo liderou a comitiva do PCP que se associou a uma manifestação pelo "fim das ameaças e agressões dos EUA", organizada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação, que decorreu em Lisboa.

Em declarações aos jornalistas depois de cumprimentar alguns manifestantes, o secretário-geral do PCP começou por dar como exemplo o caso dos combustíveis.

"Estamos confrontados com o aumento dos combustíveis, vamos ser confrontados com um novo aumento na próxima semana, [mas] o combustível que estamos a comprar agora foi comprado e pago há três ou quatro meses. É um ato de especulação, portanto fixar o preço é fundamental", justificou.

E considerou que "é assim nos combustíveis, nos alimentos, nas prestações, é assim em tudo".

"Nós pagamos cada vez mais, o Estado abdica de receitas com a redução de impostos, e aqueles que têm milhões e milhões e milhões de euros, como a Galp, a banca, a grande distribuição, qual o contributo que dão para enfrentar este problema? Zero", criticou.

Raimundo considerou que "baixar impostos é importante mas não chega, não é suficiente", insistindo que a solução para o aumento do custo de vida decorrente de mais um conflito passa por "fixar preços, regular preços".

"Não há nenhuma dificuldade em o Governo decretar, perante a situação de emergência que estamos a enfrentar, a fixação e regular os preços das comissões bancárias, das prestações, dos alimentos e dos combustíveis e da energia", defendeu.

O comunista criticou a posição do Governo, considerando que Portugal "vergonhosamente se associou" à "agressão ao Irão por parte dos Estados Unidos e Israel".

O Governo devia "simplesmente cumprir a Constituição" e dizer que não pode ser "cúmplice de um ato de agressão a um país soberano", defendeu.

"E não fez, fez o contrário. Não só escancarou as portas da Base das Lajes para esta operação, como se associou politicamente a ela, o que ainda é mais grave", criticou, apelando ao Governo que "condene esta agressão" em todos os fóruns internacionais em que participa e "faça tudo para que ela acabe".

Lusa
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Líder parlamentar iraniano declara Ucrânia como "alvo legítimo"

O presidente da Comissão de Segurança Nacional do parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, acusou a Ucrânia de se envolver na guerra contra o seu país, tornando-se num "alvo legítimo" ao fornecer drones a Israel.

"Ao prestar apoio com drones ao regime israelita, a Ucrânia, que já não tem poder, envolveu-se de facto na guerra e, de acordo com a Carta da ONU, tornou todo o seu território num alvo legítimo para o Irão", considerou o parlamentar iraniano nas redes sociais, quando se assinalam hoje duas semanas desde o início da ofensiva aérea dos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica.

Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, as forças de Teerão têm respondido com o lançamento de mísseis e drones contra Israel e os países vizinhos do Médio Oriente, visando bases militares norte-americanas, mas também infraestruturas energéticas, tecnológicas e financeiras.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, destacou na sexta-feira que Kiev enviou equipas de especialistas para o Qatar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita para partilhar a sua experiência no abate de drones com tecnologia iraniano, como os Shahed, usados na Ucrânia pela Rússia, um aliado próximo de Teerão.

Num encontro em Paris com Raza Pahlavi, filho do último xá e que se propõe substituir o regime teocrático no fim da ofensiva israelo-americana, Zelensky afirmou que a liderança do Irão sofreu "perdas significativas" e apelou para uma maior proteção do povo iraniano para que possa decidir o seu próprio destino.

Defendeu ainda o aumento da pressão internacional e os esforços conjuntos para alcançar estes objetivos, e manifestou o seu desejo de ver "um Irão livre" que não colabore com a Rússia nem desestabilize o Médio Oriente, a Europa e o mundo.
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Irão nega a Ancara autoria de disparos de mísseis contra a Turquia

O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, afirma que o Irão negou a responsabilidade pelos mísseis disparados contra a Turquia, acrescentando que Ancara estava a discutir as contradições entre as declarações de Teerão e os dados técnicos disponíveis sobre os lançamentos.

Numa conferência de imprensa em Ancara, Fidan disse que as autoridades turcas possuíam dados técnicos referentes aos mísseis disparados contra a Turquia e estavam a discutir as incongruências com as autoridades iranianas.
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Pelo menos 826 mortos no Líbano em ataques israelitas

Os ataques aéreos israelitas ao Líbano mataram pelo menos 826 pessoas, incluindo 106 crianças, e feriram 2.009, desde o início da guerra, em 2 de março, anunciou hoje o Ministério da Saúde libanês.

Entre as vítimas, as autoridades deram conta da morte de 31 profissionais de saúde, após a descoberta de mais corpos na sequência de um ataque aéreo, hoje, no sul do país.

Este novo balanço atualiza em mais 53 mortos, relativamente ao balanço divulgado na sexta-feira, que dava conta de pelo menos 773 pessoas mortas, incluindo 103 crianças, em consequência dos ataques da aviação israelita.

Lusa
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Jornal Haaretz diz que Líbano e Israel deverão conversar na próxima semana

Israel e Líbano deverão realizar conversações diretas nos próximos dias, as primeiras desde o início da guerra com o Irão, que aprofundou o conflito no Líbano, informou no sábado o jornal israelita Haaretz, citando duas fontes com conhecimento do assunto.

O genro do presidente norte-americano, Donald Trump, Jared Kushner, participará nas conversações, que poderão decorrer em Paris ou no Chipre, com Ron Dermer, confidente do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, a liderar a delegação israelita, segundo o Haaretz.
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Turquia teme que Netanyahu "possa cometer um novo genocídio" no Líbano

"Tememos sinceramente que Netanyahu se envolva num novo genocídio sob o pretexto de combater o Hezbollah", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, instando a comunidade internacional a "tomar medidas imediatas".
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Centenas manifestam-se em Lisboa e Porto contra a guerra

"Paz sim, guerra não" e "Com mais armas só andamos para trás" foram palavras de ordem que se ouviram esta tarde em Lisboa.

Centenas de pessoas saíram este sábado à rua em Lisboa para pedir o fim das agressões dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, numa iniciativa organizada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação.

Com início na Cidade Universitária, o protesto seguiu minutos depois das 15:00 em direção à Embaixada dos Estados Unidos da América, terminando em Sete Rios.

"Paz sim, guerra não" e "Com mais armas só andamos para trás" foram palavras de ordem dominantes, entoadas pelos participantes na manifestação que enfrentou a chuva rumo à Avenida das Forças Armadas.

Nos cartazes de alguns manifestantes e nas faixas das organizações participantes vislumbravam-se apelos ao desarmamento, à independência da Palestina e ao fim da ingerência na Venezuela e do bloqueio a Cuba.

A manifestação, apoiada por mais de 70 organizações sob o mote "Paz, Soberania e Solidariedade! Fim às ameaças e às agressões dos EUA!", visava igualmente contestar o alinhamento do Governo português "com a confrontação, o militarismo e a guerra", segundo os organizadores.

O Porto tinha agendada à mesma hora uma manifestação organizada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação com partida da Batalha em direção à Trindade.

c/ Lusa
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Irão. Apoio da Ucrânia aos aliados dos EUA no Golfo é uma "piada"

O encarregado de negócios iraniano na Ucrânia, Shahriar Amouzegar, descartou o apoio prometido por Kiev aos aliados dos EUA no Golfo como uma "piada", mesmo enquanto o presidente Volodymyr Zelensky destaca a perícia das suas forças em operações antidrone.

"Em relação às medidas tomadas pela Ucrânia no Médio Oriente contra os drones, consideramos essencialmente uma piada e um gesto puramente simbólico", disse Amouzegar à AFP numa entrevista concedida na sexta-feira na embaixada iraniana.
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Trump pede que mais países enviem navios para proteger Ormuz

O Presidente norte-americano, Donald Trump, instou outros países a enviarem navios de guerra para garantir a segurança do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do abastecimento mundial de petróleo e sob ameaça militar do Irão.

"Muitos países enviarão navios de guerra, em cooperação com os Estados Unidos, para manter o estreito aberto e seguro", escreveu o líder norte-americano na sua rede social Truth Social, na qual disse esperar que a China, a França, o Japão, a Coreia do Sul, o Reino Unido e outros o fizessem.

"Espero que a China, a França, o Japão, a Coreia do Sul, o Reino Unido e outros países afetados por esta restrição artificial enviem navios para a região, para que o Estreito de Ormuz deixe de ser uma ameaça de uma nação que foi completamente decapitada", declarou.

Na sexta-feira, Donald Trump anunciou que a Marinha norte-americana vai começar a escoltar petroleiros através do estreito de Ormuz "muito em breve".

Na sua mensagem de hoje, o político republicano avisou que os Estados Unidos "bombardearão implacavelmente a costa" do Irão e continuarão a afundar navios iranianos.

"De uma forma ou de outra, em breve tornaremos o Estreito de Ormuz aberto, seguro e livre", afirmou, numa fase em que a guerra desencadeada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão desde 28 de fevereiro fez o preço do petróleo disparar 37% em apenas duas semanas, com o valor do barril a rondar os 100 dólares.

O líder da Casa Branca observou que o Irão está "completamente derrotado" e que Teerão "quer um acordo" quando se cumprem hoje duas semanas desde o início da operação israelo-americana.

"Os meios de comunicação social de notícias falsas odeiam noticiar o quão bem os militares dos Estados Unidos se saíram contra o Irão, que está totalmente derrotado e quer um acordo, mas não um acordo que eu aceitaria!", escreveu na Truth Social.

Lusa
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Guterres alerta que não há saída militar no Líbano e apela ao diálogo

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou hoje, em Beirute, que não existe uma solução militar para o atual conflito entre o grupo xiita Hezbollah e Israel e apelou ao diálogo e às vias diplomáticas disponíveis.

"A minha mensagem às partes beligerantes é clara: parem os confrontos, parem os bombardeamentos, não há solução militar. Apenas diplomacia, diálogo e a aplicação integral da Carta das Nações Unidas e das resoluções do Conselho de Segurança", afirmou, numa conferência de imprensa em Beirute, citada pela agência Efe.

António Guterres recordou que existem diversas vias diplomáticas à disposição das partes, entre as quais a coordenadora especial da ONU para o Líbano, Jeanine Hennis-Plasschaert.
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Filho do xá pronto para liderar "assim que a República Islâmica caia"

O filho exilado do último xá do Irão, Reza Pahlavi, declarou hoje que está pronto para liderar o país "assim que a República Islâmica caia", quando passam duas semanas desde o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel.

Numa mensagem publicada nas redes sociais, Pahlavi, que reside nos Estados Unidos, indicou que está a trabalhar para selecionar indivíduos, tanto dentro como fora do Irão, para fazerem parte do que chamou um sistema de transição.

"Indivíduos competentes, tanto dentro como fora do país, foram identificados e avaliados para liderar as várias componentes do sistema de transição", afirmou.

Reza Pahlavi, que não regressa ao Irão desde a revolução de 1979 que derrubou a monarquia, lidera um dos muitos movimentos de oposição com base no estrangeiro e ganhou destaque internacional durante os movimentos de protesto no Irão, que atingiram o seu auge em janeiro.

Pahlavi referiu que o processo de seleção dos membros do órgão de transição estava a ser liderado por Saeed Ghasseminejad, conselheiro-chefe para assuntos iranianos do `think tank` norte-americano Fundação para a Defesa das Democracias e acérrimo opositor da República Islâmica.

"O sistema de transição, sob a minha liderança, estará pronto para assumir o governo do país assim que a República Islâmica caia e, o mais rapidamente possível, estabelecer a ordem, a segurança, a liberdade e as condições para a prosperidade e o florescimento do Irão", acrescentou Pahlavi na sua mensagem, publicada em persa e inglês.

O filho do último xá ainda não conseguiu porém o apoio do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que nunca se encontrou oficialmente com ele e expressou repetidamente ceticismo sobre a sua capacidade para liderar o país.

"Estão a falar do filho do xá... mas ele não está lá [no Irão] há muitos, muitos anos", afirmou Donald Trump recentemente.

O líder da Casa Branca aludiu também ao cenário de uma solução interna inspirada na Venezuela, onde as forças norte-americanas capturaram em janeiro o Presidente Nicolás Maduro, que foi substituído pela sua vice, Delcy Rodríguez.

"Gosto da ideia de uma solução interna porque funciona bem; acho que já o provámos na Venezuela", referiu.

Lusa
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Cinco mil pessoas pedem em Madrid fim da guerra e não esquecer Gaza

Milhares de pessoas manifestaram-se hoje em Madrid com o lema "parar a guerra" no Médio Oriente e "não esquecer Gaza", num protesto convocado por uma plataforma de 200 organizações espanholas.

Segundo a plataforma "pararlaguerra.es", foram 5.000 as pessoas que se concentraram em Madrid, em frente do museu Rainha Sofía, onde está exposto o quadro "Guernica", de Pablo Picasso, considerado um símbolo da devastação e do sofrimento provocado pelas guerras.

Além de Madrid, a plataforma convocou concentrações para este sábado em cerca de 150 localidades de Espanha, a que responderam ou estão a responder centenas de pessoas.

Nas manifestações está a ser lido o manifesto "É preciso parar a guerra no Médio Oriente. Não esquecer Gaza", subscrito por mais de 200 personalidades espanholas de diversos setores.

"Rejeitamos os ataques executados pelos EUA e Israel ao Irão, que são uma violação do direito e da legalidade internacional. São uma grave ameaça à paz na região e um perigo para a paz mundial", lê-se no manifesto.

No texto condena-se, em paralelo, "com energia" o "regime criminoso" iraniano "e o assassínio de milhares de pessoas nos últimos meses".

"Todo o nosso apoio ao povo iraniano, e em especial às mulheres, na sua luta pela democracia e pela igualdade. É o povo iraniano que deve decidir o seu futuro. Mas nada justifica os bombardeamentos selvagens dos EUA e Israel com o assassínio de centenas de inocentes", prossegue-se no texto.

Os subscritores do documento pedem aos dirigentes internacionais para defenderem o direito internacional e para trabalharem numa "paz justa e duradoura no Médio oriente, que deve incluir o fim do genocídio em Gaza e o reconhecimento dos direitos do povo palestiniano".

Em Madrid, a concentração foi acompanhada por gritos como "não à guerra", "quem é que decide? O povo iraniano" e "cada terra, cada praça, todos somos Gaza", assim como com cartazes com a palavra "paz".

Lusa
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Ponto da situação
RTP /

Iranianos e israelitas reivindicam ataques contra objetivos-chave

O Irão anunciou hoje ataques contra bases norte-americanas nos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Qatar, enquanto Israel reivindicou a destruição de um centro de investigação espacial e uma fábrica de sistemas de defesa aérea iranianos.

O comandante da Força Naval da Guarda Revolucionária do Irão, general Alireza Tangsiri, disse que as forças iranianas atacaram em vagas consecutivas "objetivos-chave" nas bases Al Dhafra (Emirados), Sheikh Isa (Bahrein) e Al Udeid (Qatar).

Radares "Patriot", torres de controlo, hangares de aviões, rampas centrais e depósitos de combustível "ficaram envoltos em chamas", afirmou Tangsiri num comunicado nas redes sociais, citado pela agência espanhola EFE.

O Irão prometeu hoje destruir "toda a infraestrutura petrolífera, económica e energética relacionada com os Estados Unidos" no Médio Oriente se sofrer ataques a infraestruturas idênticas.

O aviso foi feito após a ofensiva norte-americana contra a ilha iraniana de Kharg, onde se armazena 90% do petróleo que o país exporta para o mundo.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, assegurou que o ataque foi dirigido a alvos militares e que optou por "não destruir a infraestrutura petrolífera" em Kharg.

Avisou, no entanto, que poderá reconsiderar a decisão se persistir qualquer bloqueio iraniano no Golfo Pérsico.

Kharg, localizada a 25 quilómetros da costa iraniana, é descrita como um ponto vital para o Irão por concentrar o principal terminal petrolífero do país e ser o maior ponto de carregamento de crude para navios petroleiros.

Do lado israelita, o exército assegurou num comunicado que destruiu o principal centro de investigação da Organização Espacial Iraniana, "pertencente às forças do regime" de Teerão.

O centro albergava "laboratórios estratégicos" utilizados para a investigação e o desenvolvimento de satélites militares com diversos fins, incluindo "vigilância, localização de alvos e ataques guiados contra alvos no Médio Oriente", afirmou.

A força aérea israelita também atacou na sexta-feira um comando de inteligência no quartel militar de Khatam al-Anbiya e combatentes da força paramilitar iraniana Basij estacionados em diferentes pontos de controlo da capital.

As autoridades iranianas não atualizam o número de mortos nos ataques de Israel há mais de uma semana, sendo que a última contagem rondava os 1.230.

Em Israel, os mísseis iranianos mataram até ao momento 12 pessoas, enquanto o serviço de emergência Magen David Adom (MDA), equivalente à Cruz Vermelha, prestou assistência a quatro feridos graves e nove moderados.

Lusa
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RTP /

Israel foi atingido por vaga de mísseis iranianos

Durante a madrugada, o Irão lançou mais uma vaga de ataques contra Israel. Várias zonas habitacionais foram atingidas, em particular no norte e no centro do país. A Embaixada dos Estados Unidos na capital do Iraque também foi alvo de um míssil.

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RTP /

Guerra no Irão faz disparar preços dos combustíveis

O novo aumento dos preços dos combustíveis está a gerar ainda mais preocupação e muita incerteza em relação ao futuro. Empresários e consumidores temem consequências graves. A nova subida na segunda-feira leva muitos portuguesse a atestar o depósito este fim de semana.

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Trump volta a ameaçar Teerão devido ao bloqueio no Estreito de Ormuz

Donald Trump ameaça o Irão com a destruição do principal terminal de exportação de petróleo iraniano, na Ilha de Kharg, que já foi atacada com mísseis.

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Consulado dos Emirados Árabes Unidos no Curdistão iraquiano foi alvo de novo ataque

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram que o consulado na região autónoma do Curdistão, no norte do Iraque, foi alvo de um ataque com drone, segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Os Emirados Árabes Unidos "condenaram veementemente" o ataque, o segundo desta semana, que feriu "dois membros das forças de segurança" e causou "danos" ao prédio, diz o comunicado.
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Israel ordena nova evacuação no Líbano em antecipação de mais ataques

O exército israelita ordenou hoje a evacuação urgente de diversas áreas periféricas de Dahye, sul de Beirute, bastião histórico da milícia libanesa Hezbollah, perante a iminência de novos ataques. A advertência foi dirigida aos moradores de Haret Hreik, Al Ghubairi, Lila, Burj al-Barajneh, Al Ghadir e Al Shayyah, a quem foi pedido que não regressassem aos bairros "até novo aviso".
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EUA atingiram mais de 90 alvos militares iranianos na Ilha de Kharg

As forças dos Estados Unidos executaram um ataque de precisão em grande escala na Ilha de Kharg, no Irão, na noite de sexta-feira, informou o Comando Central dos EUA (CENTCOM) no sábado.

"As forças dos EUA atingiram com sucesso mais de 90 alvos militares iranianos", disse o CENTCOM.
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Israel acredita que guerra contra Irão entrou em "fase decisiva"

A guerra israelo-americana contra o Irão "está a intensificar-se e a entrar numa fase decisiva que continuará pelo tempo que for necessário", declarou o ministro israelita da Defesa israelense, Israel Katz.

"Estamos a entrar na fase decisiva do conflito, entre as tentativas do regime [iraniano] de sobreviver, enquanto inflige sofrimento ao povo iraniano, e a sua capitulação", afirmou Katz aos jornalistas israelitas.

"Só o povo iraniano pode pôr fim a isso através de uma luta determinada — até que o regime (...) seja derrubado e o Irão seja salvo", reiterou, ecoando os inúmeros apelos à revolta do povo iraniano feitos por Israel nos últimos dias.

O ministro também parabenizou o presidente dos EUA, Donald Trump, "pelo golpe desferido pelos militares americanos na noite passada contra a ilha petrolífera iraniana" de Kharg, que foi bombardeada por aeronaves americanas.

"Esta é a resposta apropriada aos campos minados no Estreito de Ormuz e às tentativas de chantagem do regime terrorista iraniano", afirmou o Sr. Katz.

"A Força Aérea de Israel também continua uma onda de ataques poderosos contra Teerão e todo o Irão", enfatizou, acrescentando que o país "está envolvido em terrorismo regional e global, bem como em chantagem, para dissuadir Israel e os Estados Unidos de prosseguirem com a sua campanha".
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Macron apela a Israel para "conversações diretas" com Líbano em Paris

O Presidente francês, Emmanuel Macron, apelou hoje a Israel para aceitar "conversações diretas" com o governo libanês e "todas as forças" do Líbano, mostrando-se disponível para "facilitar" o encontro em Paris.
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Teerão apela a residentes dos Emirados Árabes Unidos para se manterem afastados dos portos

As forças armadas iranianas alertaram que consideram os portos dos Emirados Árabes Unidos alvos legítimos e apelaram aos residentes para que se mantenham afastados, no 15º dia da guerra iniciada por Israel e pelos Estados Unidos.

"Informamos a liderança dos Emirados que a República Islâmica do Irão considera o seu direito legítimo defender a sua soberania e território nacionais, atacando mísseis inimigos norte-americanos localizados nos portos, docas e esconderijos militares dos EUA" nos Emirados, afirmou o Centro de Comando Conjunto Khatam al-Anbiya em um comunicado.

O comunicado, transmitido pela televisão estatal, apelou à população para que "evacue" essas áreas.
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Operações de carregamento de petróleo em Fujairah suspensas após m ataque com drone e incêndio

Algumas operações de carregamento de petróleo no porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, fora do Estreito de Ormuz, foram suspensas após um ataque com drone e incêndio na manhã de sábado, informou a Bloomberg News.
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15.º dia de guerra

É o décimo quinto dia de guerra. Entramos, por isso, na terceira semana de conflito.

Os Estados Unidos garantem que o Irão está completamente derrotado e recusam que um acordo esteja perto. Entretanto, ameaçam-se as estruturas energéticas de parte a parte, até porque uma das grandes consequências da guerra tem sido a instabilidade do setor petrolífero.

Os Estados Unidos terão bombardeado a ilha iraniana de Kharg, esta noite, que serve como terminal de exportação de 90 por cento dos embarques de petróleo do Irão.

Já o Irão prometeu "reduzir a cinzas" as instalações petrolíferas ligadas a Washington.

Já este sábado, um heliporto situado dentro do complexo da embaixada dos Estados Unidos (EUA) na capital Bagdade foi atingido por um míssil.

O complexo, uma das maiores instalações diplomáticas dos EUA no mundo, tem sido alvo repetido de mísseis e drones disparados por milícias alinhadas com o Irão.

Na sexta-feira, a embaixada renovou o alerta de segurança de Nível 4 para o Iraque, avisando que o Irão e grupos de milícias alinhados com Teerão já realizaram ataques contra cidadãos, interesses e infraestruturas dos EUA e "podem continuar a atacá-los".

Horas antes, o Irão lançou uma nova vaga de ataques. Israel e Catar emitiram avisos à população.
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Guerra está a danificar património histórico em Teerão

Os bombardeamentos israelo-americanos danificaram pelo menos 56 museus e sítios históricos em todo o Irão desde o início da guerra em 28 de fevereiro, anunciou hoje o Ministério do Património Cultural e do Turismo iraniano.
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Hamas apela a Teerão para cessar ataques contra países vizinhos

“O movimento apela aos irmãos no Irão para que não visem os países vizinhos”, escreveu o Hamas num comunicado divulgado nas redes sociais, reafirmando “o direito da República Islâmica do Irão de ripostar a esta agressão por todos os meios disponíveis, de acordo com as normas e o direito internacional”.
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Teerão garante que infraestrutura petrolífera de Kharg está sem danos após ataque dos EUA

Segundo a agência de notícias oficial do Irão Fars, o ataque lançado pelos Estados Unidos, nas primeiras horas de sábado, não causou quaisquer danos às infraestruturas petrolíferas na ilha iraniana de Kharg.

Durante o ataque, foram ouvidas 15 explosões, mas "nenhuma infraestrutura petrolífera foi danificada". A mesma fonte adianta que os EUA tentaram "danificar as defesas militares, a base naval de Joshan, a torre de controlo do aeroporto e o hangar de helicópteros da Continental Shelf Oil Company".

Kharg, uma ilha árida a cerca de 30 quilómetros da costa, alberga o maior terminal de exportação de petróleo do Irão, responsável por aproximadamente 90% das exportações de crude do país, de acordo com um relatório recente do banco norte-americano JP Morgan.

C/Lusa
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Embaixada dos Estados Unidos no Iraque atingida por míssil

Um heliporto situado dentro do complexo da embaixada dos Estados Unidos na capital Bagdade foi atingido por um míssil, disseram dois dirigentes das forças de segurança do Iraque. Imagens da agência de notícias Associated Press mostram uma coluna de fumo a subir sobre o complexo da embaixada, que até ao momento não fez qualquer comentário público.
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Exército iraniano ameaça destruir infraestruturas energéticas ligadas a EUA

As Forças Armadas do Irão prometeram "reduzir a cinzas" as instalações petrolíferas e energéticas ligadas aos Estados Unidos (EUA) no Médio Oriente, após Washington atacar a ilha iraniana de Kharg.

"Todas as instalações petrolíferas, económicas e energéticas pertencentes a empresas petrolíferas da região que sejam parcialmente controladas pelos Estados Unidos ou que cooperem com os Estados Unidos serão imediatamente destruídas e reduzidas a cinzas", anunciou o porta-voz do quartel-general central de Khatam al-Anbiya, afiliado da Guarda Revolucionária do Irão, citado pela imprensa local.

Este anúncio, acrescentou o porta-voz militar, é uma "resposta às declarações do presidente agressivo e terrorista dos Estados Unidos".

Na sexta-feira Donald Trump garantiu que as forças norte-americanas aniquilaram alvos militares na ilha de Kharg e alertou que a infraestrutura petrolífera local pode ser o próximo alvo.

C/Lusa
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